Justiça atendeu pedido da Polícia Civil após denúncias de maus-tratos a crianças de 4 a 5 anos em unidade de Birigui
A Polícia Civil de Birigui está investigando uma professora da rede municipal suspeita de praticar tortura contra crianças pequenas em uma creche da cidade. A educadora foi afastada do cargo por decisão judicial e está proibida de se aproximar das vítimas e testemunhas.
As apurações estão sendo conduzidas pelo 1º Distrito Policial. Conforme relato das autoridades, há indícios de que pelo menos quatro crianças foram submetidas a castigos físicos e psicológicos — entre eles, o uso de chuveirinho com água fria direcionado ao rosto dos alunos e a permanência com roupas molhadas em sala de aula. A investigação também aponta a existência de mais possíveis vítimas, o que pode ampliar a gravidade do caso.
As denúncias chegaram por meio do canal nacional Disque 100, em 25 de junho, relatando práticas abusivas. Testemunhas foram ouvidas em depoimentos protegidos por lei e confirmaram os maus-tratos. Há relatos de que a educadora oferecia brinquedos às crianças para que elas não contassem os abusos aos responsáveis.
Diante da gravidade dos fatos, o delegado responsável chegou a solicitar a prisão temporária da investigada, mas a Justiça optou, neste momento, pelo afastamento imediato da servidora de suas funções e da rede de ensino como medida cautelar, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei da Escuta Protegida.
Em nota oficial, a Prefeitura de Birigui informou que instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos e ressaltou que a abertura do processo ocorreu antes mesmo da decisão judicial. A prefeita Samanta Borini (PDS) reforçou o compromisso da gestão com a transparência e a proteção integral das crianças.
As crianças afetadas serão encaminhadas para atendimento psicossocial e acompanhamento especializado. As investigações seguem em andamento e outras vítimas podem ser identificadas nos próximos dias.





