80% dos focos do Aedes estão dentro das casas em Araçatuba

Saúde de Araçatuba alerta população para prevenção em 2026

Dados atualizados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que aproximadamente 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão localizados dentro das residências em Araçatuba. O índice reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos moradores no combate ao vetor.

A Vigilância Epidemiológica destaca que o enfrentamento ao mosquito depende da participação contínua da população, já que o inseto é transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica, Priscila Cestaro, atitudes simples fazem a diferença. A orientação é dedicar pelo menos dez minutos por semana para vistoriar quintais, ralos e recipientes que possam acumular água parada.

Mesmo pequenas quantidades de água já são suficientes para que o mosquito deposite ovos. Pratos de plantas, caixas d’água destampadas, calhas obstruídas, baldes, tampinhas e bandejas de eletrodomésticos estão entre os principais pontos de risco.

Ações permanentes

A Secretaria mantém equipes atuando diariamente nas ruas. Agentes comunitários e de combate às endemias realizam visitas em imóveis residenciais e comerciais, eliminam focos, aplicam larvicidas e utilizam nebulização costal quando necessário.

A orientação é que os moradores permitam a entrada dos profissionais devidamente identificados, garantindo que as inspeções sejam realizadas de forma adequada.

Situação epidemiológica

De acordo com o boletim mais recente, o município soma 344 casos confirmados de dengue e 46 de chikungunya neste ano, sem registro de mortes até o momento.

No ano passado, Araçatuba contabilizou 10.755 casos positivos de dengue, com 11 óbitos, além de 193 confirmações de chikungunya.

Sintomas e cuidados

Febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas avermelhadas na pele, cansaço intenso e dor abdominal são alguns dos sintomas que exigem atenção. A recomendação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.

Medidas preventivas

Entre as principais orientações estão:

Manter ralos limpos e higienizados;

Evitar água acumulada em bandejas e recipientes;

Deixar caixas d’água e reservatórios bem vedados;

Descartar corretamente objetos que possam acumular água;

Limpar calhas e manter garrafas viradas para baixo;

Colocar areia nos pratos de plantas;

Higienizar regularmente bebedouros de animais.

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