Prefeitura recolheu 15 mil toneladas de resíduos em pontos clandestinos.
O descarte irregular de lixo gerou um custo elevado para os cofres públicos de Araçatuba ao longo de 2025. De acordo com a Secretaria de Obras e Serviços Públicos, o município investiu cerca de R$ 2,9 milhões na retirada de resíduos jogados de forma inadequada em diferentes regiões da cidade.
Levantamento da pasta aponta a existência de 164 pontos utilizados de maneira recorrente para despejo clandestino. Mesmo após a limpeza, muitos desses locais voltam a receber lixo em poucos dias, o que mantém o ciclo de gastos e dificulta a conservação das áreas.
Ao longo do ano, aproximadamente 15 mil toneladas de entulho, lixo doméstico e materiais inertes foram removidas desses pontos. Os bairros Porto Real, Águas Claras e Atlântico concentram as ocorrências mais frequentes, segundo a secretaria.
Além do impacto financeiro, o problema também traz riscos à saúde pública, como a proliferação de animais peçonhentos e a formação de criadouros do mosquito transmissor da dengue. A administração municipal ressalta que os custos acabam sendo arcados por toda a população, por meio dos impostos.
A aplicação de multas depende da identificação do responsável pelo descarte, feita por meio de registros visuais que comprovem a infração. Quando comprovado, o infrator está sujeito a penalidade de R$ 474,10, conforme legislação municipal. Casos flagrados podem ser denunciados à Guarda Civil Municipal pelos telefones (18) 3636-1243 ou 199.
Como alternativa correta para o descarte, a cidade conta com cinco ecopontos, que funcionam 24 horas por dia e recebem pequenos volumes de resíduos como restos de poda, entulho de construção e móveis inutilizados. Cada morador pode descartar até um metro cúbico por dia nesses locais, sendo proibido o descarte de lixo orgânico.
A Prefeitura também reforça que Araçatuba possui coleta seletiva semanal em toda a área urbana e orienta que materiais recicláveis sejam destinados ao serviço adequado, e não aos ecopontos.





