Velório ocorre em Araçatuba e sepultamento será em Bauru; jornalista deixa legado no jornalismo e na divulgação da doutrina espírita
Velório ocorre em Araçatuba e sepultamento será em Bauru; jornalista deixa legado no jornalismo e na divulgação da doutrina espírita
O jornalista Sirlei Nogueira, de 61 anos, faleceu na noite desta sexta-feira (12), em Araçatuba, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele estava internado na Santa Casa de Araçatuba desde o dia 20 de agosto. A morte foi registrada por volta das 20h.
O corpo será velado até às 19h30 deste sábado, 13, na capela da Funerária Cardassi em Araçatuba, na Avenida Saudade. A família informou que não foi possível liberar o sepultamento em Bauru conforme estava previsto. Com isso, o corpo será cremado provavelmente na terça-feira em Araçatuba.
Quem foi
Residente em Araçatuba há 35 anos, Sirlei teve atuação marcante no jornalismo e em diversas instituições da região. Trabalhou como assessor de imprensa da Prefeitura de Araçatuba durante a gestão do ex-prefeito Cido Sério e também presidiu a União Regional Espírita (USE) de Araçatuba.
Grande difusor da doutrina espírita, criou a coluna Face Espírita, a Editora Cocriação e, há cinco anos, fundou a Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes. Também dirigiu o documentário “Benedita – uma heroína invisível. O legado da superação”. Atualmente, colaborava com o Centro Espírita Irmã Angélica.
A Face Espírita era uma publicação semanal da Folha da Região, escrita por vários colaboradores com conhecimento da doutrina. Era coordenada por Sirlei, que também escrevia.
Repercussão
O falecimento do jornalista e líder espírita Sirlei Nogueira mobilizou familiares, amigos e admiradores em Bauru e Araçatuba. Primo de Sirlei, André Luiz Pereira lembrou com emoção a trajetória do parente. “Meu primo foi uma pessoa inquieta, sonhadora e realizadora”, disse.
Nascido em 12 de junho de 1964, em Andradina, Sirlei cresceu em Bauru, onde viveu sua infância e juventude. Lá foi monitor de turma no Tiro de Guerra, aluno de destaque na Unesp, campus Bauru, onde se formou em Jornalismo. Iniciou a carreira como estagiário da Rede Globo Oeste Paulista e repórter do Diário de Bauru.
Segundo o primo, desde cedo envolveu-se intensamente no movimento espírita, idealizando eventos como a MeAME (Mostra em Arte Mensagem Espírita), que engajou jovens em atividades doutrinárias. Também se aventurou no jornalismo musical, criando e editando as revistas Sertanejo Urbano e Tom Sertanejo, que deram visibilidade a artistas como João Mineiro & Marciano e Teodoro & Sampaio.
Viveu com a mãe e os irmãos e consolidou sua carreira profissional e espiritual. “Ele se dedicava de corpo e alma aos seus projetos e às causas em que acreditava. Sua partida é uma perda precoce de alguém que sonhava grande e realizava muito”, completou André.





